Na prática esportiva, a causa mais comum de incapacidade física são as lesões musculares (distensão ou estiramento, contusão e laceração) que podem ser causadas por traumas diretos ou indiretos, que vencem a resistência fisiológica do músculo, com comprometimento parcial ou total da funcionalidade da unidade muscular.

As lesões musculares são classificadas da seguinte maneira:

  • Leve (Grau I): distensão/contusão com ruptura de poucas fibras musculares; dor local leve; pequena perda de função e força.
  • Moderada (Grau II): distensão/contusão com importante lesão no músculo; dor local moderada; deteriorização da função e força.
  • Grave (Grau III): distensão/contusão com possível laceração; dor intensa e perda de função muscular.

Desequilíbrios musculares como encurtamentos e fraquezas; treinos excessivos e erros de treinamento; falta de aquecimento pré-atividades e lesões prévias são fatores de risco predisponentes ao aparecimento de lesões musculares.

O tratamento fisioterapêutico consiste em controlar o processo inflamatório e a dor assim como fornecer condições para a cicatrização e reparação tecidual adequada. Assim que houver controle da dor e inflamação é necessário manter a mobilidade e a força muscular respeitando os limites e o tempo de cicatrização do paciente, assim como, basear-se no membro contralateral para atingir a simetria.

O retorno gradual às atividades será permitido conforme os sinais e sintomas forem resolucionados, e a força muscular e amplitude de movimento estiverem restauradas.

Por Luis Felipe Minechelli